Flor de lis

Não, não é aquela outra em quem você está pensando.

Uma das coisas mais interessantes da Heráldica é analisar com profundidade cada carga – e lembre-se que temos um glossário que você deve pode consultar, se tiver problemas com alguma palavra no texto. Em algumas delas eu até deixo o link (observe palavras em negrito ou sublinhadas).

Como você já sabe, as cargas são os “desenhos” que um escudo pode receber. Esses desenhos são divididos em dois tipos – as peças e os móveis. E muito embora as peças sejam as cargas mais honrosas, o grande público sempre preferiu os móveis.

Ao longo dos próximos anos, (eu espero, pelo menos) vamos percorrer com muita calma essa coleção infinita de símbolos, e nenhum poderia ser mais oportuno para começar essa jornada do que a lis.


Durante o período histórico em que a heráldica era a principal forma de registro e identificação das pessoas, quatro figuras acabaram se tornando as mais famosas e conhecidas do povo. Entre os objetos, a cruz; entre os animais de pelo, o leão; entre os animais de pluma, a águia; e finalmente, entre os vegetais, a lis.

Como praticamente tudo naquele período e naquela cultura, a razão para essa popularidade é o imaginário associado aos elementos do cristianismo.

No princípio houve uma flor

A flor de lis é uma representação heráldica estilizada de uma flor. Nos tempos atuais, a maior parte dos estudiosos concordam que sua aparência visual é remanescente da íris amarela, uma flor muito abundante às margens do rio Lys, que fica no norte da França, próximo à fronteira com a Bélgica. Faz, inclusive, muito sentido etimológico.

A íris amarela, contra a água azul do rio, fica realmente muito parecida com os emblemas franceses, como neste veludo bordado que está fixado aí ao lado do artigo.

Entretanto, como a Heráldica sempre faz com os móveis (espere pra ver no artigo sobre o leão, hahahaha), este também é modificado. Todas as fontes históricas associam este símbolo a outra flor: o lírio, importante símbolo iconográfico da tradição religiosa. No domínio teológico, esta flor é considerada metaforicamente representativa da pureza – porque nasce em terreno encharcado e pantanoso, mas suas pétalas brancas são impermeáveis e incapazes de se sujar.

Por isso, juntamente com a rosa, o lírio aparece frequentemente nas páginas dos textos bíblicos, e posteriormente aparece visualmente como um indicativo de santidade: Se uma pessoa está segurando lírios numa imagem ou ícone ou afresco, aquela representação está afirmando que essa pessoa é santa e pura.

Observe que a Virgem segura um ramo de lírio neste ícone bizantino.

Naturalmente, o representante máximo dessa virtude no imaginário da cristandade é a própria mãe de Jesus, a virgem Maria.

Com o passar do tempo, e o crescimento do catolicismo – que passou de uma simples religião para uma estrutura sociopolítica, organizando os governos, essas questões foram sendo absorvidas pelas partes não-religiosas da vida dos europeus. Os símbolos foram deixando de ser apenas tratados, vistos, reverenciados dentro das igrejas; e passaram para a vida civil.

Assim, na região romana da Gália – que nos tempos de hoje se tornou a França – os representantes das elites nobres começaram a usar a flor de lis como um símbolo familiar e também institucional.

Esta imagem é a escultura-mor que foi encomendada para completar a construção da Catedral da Arquidiocese de Paris, cuja padroeira é Maria (em francês, “Nossa Senhora” se diz Notre Dame). Repare que ela segura, na mão direita, um cetro que tem a forma de uma flor de lis em botão.

O registro mais antigo do uso heráldico da lis é do século 11, pintada no escudo do rei Filipe I. Naquela época, o estandarte do rei, assim como seu escudo, era todo azul (ou seja, de blau), completamente salpicado de lises (ou seja, “semeado”, como se diz na gramática do brasão).

Nesta placa de marfim do século 9, vemos a cena do batismo de Clóvis, pelas mãos de são Remígio, bispo da diocese de Reims.

Entretanto, os cronistas apontam para o seu uso desde pelo menos o século 6, quinhentos anos antes da pintura mais antiga que conseguimos descobrir. Segundo os relatos dos escritores medievais, que permeiam a história com acontecimentos sobrenaturais, tudo começou quando o grande Clóvis, o primeiro rei dos francos, se converteu ao cristianismo e foi batizado.

Segundo a lenda, durante esse momento especial de iniciação do rei, um anjo desceu dos céus, na frente de todos, e entregou um lírio ao soberano, que passou a usá-lo como seu emblema político, militar e civil. A partir daquele momento, cada novo monarca que usava a coroa de Clóvis bordava mais uma lis no estandarte, até que ele ficou completamente revestido delas.

Este escudo é chamado de l’Écu Ancien, o Escudo Antigo. Ele foi usado pelos reis da França até o século 14, quando surgiu aquele outro com três lises que você viu no artigo sobre o que não é um brasão (e que vai estar ali embaixo num vitral)

Assim, a lis foi ficando culturalmente codificada como, ao mesmo tempo, um símbolo da virtude da pureza; da espiritualidade mariana no cristianismo; ou da cultura franca. De forma que seu uso na heráldica, em geral, está associado a um destes três conceitos.

Neste vitral, que adorna um altar auxiliar da Catedral de Bourges, podemos ver o Écu Moderne, que surgiu depois da reforma que a Casa de Valois fez no brasão real francês. Observe que três anjos seguram o escudo, cada um em uma sépala. Além disso, a corola da lis faz referência ao entedimento teológico de que cada pétala corresponde a uma pessoa da Santíssima Trindade.

Abaixo, coloquei alguns exemplos do uso heráldico da flor de lis. Você pode conferi-los clicando nas imagens, caso esteja lendo pelo celular.

Por conta dessa relação, as lises podem ser encontradas em bandeiras e escudos de muitos lugares associados à França. Famílias reais como a Casa de Bourbon – que governa a Espanha, mas tem origem francesa – usam lises. Cidades, províncias ou países com a história fortemente associada à cultura e/ou à história usam esses belos e significativos móveis, e assim por diante, como você viu nos exemplos acima.

Além do uso simbólico em escudos e bandeiras, a lis se espalhou pela cultura ocidental. Pode ser encontrada como adereços em moedas, estampas de tecidos, grafemas cartográficos, papéis de paredes e, aqui no Brasil (um vestígio da péssima cultura de consumo universitária que viceja por estas terras – mais pra frente farei um artigo sobre isso), como logo em camisas e casacos ligados ao curso de Letras.

Um emprego da lis que encontramos muito representado na literatura, pintura e até mesmo na dramaturgia, é o costume medieval de marcar a ferro a flor no ombro dos criminosos condenados. Uma pessoa flordelisado ficava impedido de ocupar diversas posições na sociedade europeia, principalmente nas regiões francas e ibéricas. Apenas muito depois, com o surgimento e consolidação dos direitos humanos, as sociedades pararam de marcar visivelmente os condenados, possibilitando sua plena reintegração à comunidade.

Nesta gravura, a cena em que o francês Jean le Clerc foi flordelisado pelo crime de ser cristão luterano, no século 16.

A lis na heráldica

Agora que você compreendeu as questões mais superficiais do valor cultural da lis para o Ocidente, vamos examinar seu uso como um móvel heráldico.

Quando brasonada apenas como “lis” ou “flor-de-lis”, o móvel deve ser entendido e realizado da seguinte maneira:

Corola formada por três pétalas que se tocam; e cálice formado por três sépalas distintas que se também se tocam; atados por um anel representado por uma barreta.

Além disso, quando for usada nas cores que lhe são próprias, ela vem completamente em or, ou seja, dourada. Precisamente, é a interpretação visual que você observou no começo deste artigo, que eu repito agora por conveniência:

Como o símbolo vegetal mais importante da heráldica, naturalmente, existem muitas variações da flor de lis, e vamos observar as principais agora.

O Marzocco, importante símbolo fiorentino, segura um escudo normando com o brasão de Florença realizado.

Quando “cortada”, a realização deve ser feita sem o cálice: apenas com as pétalas e a barreta. Se vier “trefolhada”, a sépala central se divide em três; enquanto a “unilóbica” tem as três sépalas unidas numa só. Uma lis “botonada” tem as três pétalas unidas em um botão; ao passo que a “fendida” traz tanto pétalas quanto sépalas individualmente cortadas ao meio.

A “nervurada” tem seus contornos internos delineados, ao contrário da “lisa”. Já a “descolada” tem pétalas e sépalas que não se tocam; a “estameada” traz dois estames, filamentos reprodutivos da flor; e, por fim, a “assilhuetada” não tem nenhum contorno delineado, como se fosse uma sombra.

Talvez a variante mais célebre seja a que é usada num contexto não francês, mas italiano: o escudo de Florença. O brasão dessa cidade é “De argent, uma lis florenciada goles“, ou seja, um escudo branco com uma lis especial vermelha.

Quando uma lis é brasonada como “florenciada”, isso significa que suas pétalas vêm descoladas e trefolhadas; e a corola recebe dois estames cujas anteras são, também, lises menores. Veja acima na figura pintada no escudo do leão fiorentino.

Além de todas essas variações, temos a lis “natural”, que também pode ser brasonada como “de jardim”. Brasonada deste modo, ela é interpretada como o lírio visualmente parecido com a planta real. Neste caso em particular, as cores que lhe são próprias são: “cálice de sinople; corola de argent; estames e anteras de or“.

 

Brasão: “De blau, (…)” Realização num escudo
“(…) uma lis.”
“(…) uma lis cortada [coupée].”
“(…) uma lis trefolhada [treflée].”
“(…) uma lis unilóbica [unilobée].”
“(…) uma lis fendida [fendue].”
“(…) uma lis nervurada [nervurée].”
“(…) uma lis descolada [décollée].”
“(…) uma lis estameada [epanouie].”
“(…) uma lis assilhuetada [silhouettée].”
“(…) uma lis florenciada [florencée].”
“(…) uma cruz florida [fleury] or.”
“(…) semeado de lises [semy-de-lys].”

 

Além de seu uso como móvel, a lis pode ter ainda outras duas utilidades heráldicas, como você pôde ver na tabela acima. A primeira é como variação de campo, que você já viu no Écu Ancien do reino da França. Nesse caso, a lis não é considerada como uma carga, mas é como se fosse uma “cor” aplicada no campo, de forma que ele pode receber outra peça ou outro móvel por cima.

Ao olhar para um campo forrado de símbolos iguais, observe: se eles sangram (ou seja, ficam vazando pela borda), é porque o campo está semeado (ou seja, é uma variação). Se os símbolos estão enquadrados sem sangrar, como acontece com as estrelas esporas da bandeira dos EUA, então são móveis com um número certo que deve ser especificado no brasão.

A segunda forma é como aumento, ou seja, uma modificação honorífica de outro móvel. Um exemplo é a croix fleury, a cruz florida/floreada/flordelisada, que tem as pontas ornamentadas com corolas de lises. Quando uma cruz é aumentada dessa maneira, as pétalas podem ser mais ou menos esticadas, conforme o costume. Na corrente francesa, elas são pouco esticadas, enquanto na corrente ibérica, as pétalas esticam até quase se tocar. Por fim, quando o aumento florido traz a barreta além da corola, ela é brasonada como fleuretty, ou “floretada“.

O escudo da Casa de Bruce, família real da Escócia, representa o reino como um leão feroz, defendido por uma fronteira de flores.

Outro exemplo de aumento muito famoso com a lis é o brasão da Escócia, que traz: “(…) uma orleta/trechor dupla florida e contraflorida”. Isso significa que o escudo tem duas orlas diminutas, adornadas com lises pra dentro e pra fora da borda.

Esse belo aumento é uma dupla referência: às flores espinhosas dos campos de cardo que protegeram os escotos das invasões nórdicas; e à antiga aliança com os franceses contra a invasão inglesa da Escócia.

De qualquer uma destas formas, a lis chegou até mesmo aqui no Brasil, com um exemplo notável na cruz florida argent da Ordem de São Bento de Aviz, que existe até hoje, com outro nome, mantida e concedida pelas nossas Forças Armadas. Durante a fase tardia do período imperial, os brasileiros gostavam de copiar a estética francesa na arquitetura, nas roupas e tudo o mais, e foi assim que as nossas cercas de ferro fundido passaram a ser decoradas com lises nas pontas de lança.

Para concluir

Foi uma conversa muito interessante, imagino que você concorde comigo. Examinamos as origens históricas (e as míticas) do uso desse símbolo tão importante para a cultura ocidental. Observamos seu uso heráldico, como o principal móvel vegetal que existe, e suas utilizações como variação de campo e aumento. Espero que você tenha gostado das ilustrações que eu fiz para exemplificar.

Tenho certeza que será de grande enriquecimento para você, daqui em diante.

Obrigado pela sua companhia, e nos vemos no próximo artigo! Se você tiver alguma dúvida, elogio, crítica ou correção, por favor coloque aqui embaixo. Não deixe de comentar se tiver alguma sugestão de tema!

Para saber dos próximos artigos, siga a gente no Instagram: @vex.brasil

Agradeço aos meus amigos Felipinho e Dimitri, que ajudaram com revisões e sugestões durante o processo de escrita e polimento deste texto. Como sempre, depois da linha abaixo, tem as referências bibliográficas explicadas.

Até breve!

Você nunca mais vai olhar pra essas cercas do mesmo jeito…

 

 


 

Abaixo, deixo as fontes que utilizei na pesquisa para este ensaio, e que recomendo para leituras mais aprofundadas sobre este tema e outros relacionados.

Fontes (mais ou menos) Específicas:

– A Bíblia Sagrada da CNBB, reeditada recentemente, com base na Vulgata traduzida por São Jerônimo. Uma obra de tradução muito primorosa, voltada para o uso litúrgico das Escrituras. É o texto utilizado nas missas e publicações da ICAR no Brasil. Usei por conta das citações cristãs aos lírios, sobretudo no livro dos Cantares.

– O livro Todas as armas de França, do heraldista Hervé Pinoteau. Usei o volume que cobre do rei Clóvis I até o duque de Anjou, na edição de 1995. Em francês.

– O livro Simbologia da realeza francesa, também do professor Pinoteau, em conjunto com Jean de Vaulchier. É uma obra muito grande, que cobre do século 5 ao 18. Também em francês, edição de 2004.

– O livro Fleur-de-lys et Oriflamme  – sygnes célestes du royaume de France [“Flor de lis e Auriflama – símbolos celestiais do reino de França”], da professora Anne Lombard-Jourdan, historiógrafa especialista no folclore da Gália. Prefaciada pelo famoso Jacques le Goff, é uma obra dedicada apenas a este símbolo e ao estandarte especial da realeza franca – uma hora vou escrever sobre ele aqui no Vex. Também em francês, edição de 1991.

– O Dicionário de Ornamentos, pelas pesquisadoras inglesas Philippa Lewis e Gillian Darley. Essa obra é incrível (tá bem, incrível pra pessoas como eu, aficionadas por terminologias específicas), cobre muitos detalhes interessantes da heráldica, numismática, falerística, arquitetura e outras artes. Em inglês, edição de 1986

– O livro Araldica da Firenze [“heráldica de Florença”], do historiador Luciano Artusi. É um compilado de elementos culturais fiorentinos desde os tempos romanos, medievais, modernos etc. Usei para falar sobre a lis florenciada, e acabei descobrindo vários ganchos para novos artigos futuros sobre heráldica italiana.

Fontes Gerais:

– O Dicionário de Conceitos e Símbolos na Arte, escrito pelo historiador James Hall, como obra de apoio tanto para estudos das ciências humanas (como por exemplo na psicologia de Jung – outro interesse do professor Hall), quanto para antiquários, vendedores e colecionadores, interessados em aprender mais sobre as particularidades desse ramo. Usei a edição americana de 1974, tradução indisponível.

– O livro França na Idade Média – de Hugo Cápeto a Joana d’Arc, do professor Georges Duby, um dos maiores historiógrafos da França. Usei a edição inglesa de 1991, mas acho que tem traduzido (tem várias outras obras dele fácil de achar por aqui em lojas brasileiras na internet).

– O livro Heráldica: Origens e Significados, do famosíssimo professor Michel Pastoureau, da Universidade de Lausanne. O professor Pastoureau é do mesmo bolsão que produziu grandes nomes dos estudos culturais do Ocidente, como o professor Duby, Jacques le Goff e Marc Bloch. Usei a edição inglesa de 1997, mas também acho que tem em português (mesma coisa que o prof. Duby).

– O Guia Completo da Heráldica: escrito por sir Arthur Davies, um dos maiores heraldistas da humanidade, membro do Colégio de Armas do Império Britânico. Obra importantíssima sobre o tema, que sempre cito aqui no Vex, mas indisponível em português.

– O Dicionário Completo de Heráldica, compilado pelo historiador inglês William Berry, do período vitoriano. É uma obra que puxa mais para as questões genealógicas, como a cadência, a pretensa e o impalamento. Usei a versão de 1828. Indisponível em português.

– O Painel Heráldico, ilustrado pelo também vitoriano William Newton. Uma coleção inglesa de realizações de armas e ornamentos heráldicos feitas com muito capricho. Edição inglesa de 1846, também indisponível em português.

– O Glossário de Termos da Heráldica Britânica, escrito pelo barão Henry Gough, heraldista inglês – edição de 1894. É útil, mas muito restrito à corrente heráldica insular. Usei para comparar questões léxicas, visto que este artigo é dedicado a um símbolo mais importante para a corrente franca. Também indisponível em português.

– O Dicionário de Artes, Ciências, Literatura e Cultura Geral, publicado pela Encyclopædia Britannica. Eu usei a versão de 1911, em inglês.

– A própria Enciclopédia Britânica, que chamamos às vezes de Mirador ou de Barsa, aqui no Brasil. Eu cresci usando esses livros como fonte, nas bibliotecas públicas. Morria de vontade de comprar, mas era mais caro que um carro. Hoje em dia é bem barato, porque não se usam mais enciclopédias impressas. Ela também contém artigos para praticamente todas as personalidades que mencionamos.

– A Enciclopédia Católica, também disponivel apenas online, depois do declínio das enciclopédias no século XXI. É uma fonte muito confiável e didática para as hagiografias. Embora seja, de alguma maneira, superficial, ela tem muito boas referências, que se tornam ganchos importantes para aprofundar a sua pesquisa.

– A Legenda Áurea [“lenda de ouro”], concluída em 1266 por Tiago de Voragine. É uma coleção muito famosa de hagiografias, que coleta as visões medievais sobre as tradições e folclores relacionados à veneração dos santos. Aqui você vai achar a hagiografia de São Remígio, que batizou o rei Clóvis I e diversas outras. Usei a versão brasileira publicada pela Companhia das Letras. Recomendo demais!

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